

Durante a Idade Média, os europeus mais ricos usavam ramos de árvore para limpar os dentes?
A primeira escova de dentes surgiu na China, em 1498. Tinha o cabo feito em osso e a parte da escovagem era feita de pêlos de javali.
Como o pêlo era muito caro, as pessoas mais pobres não podiam comprar escovas de dentes individuais, e por isso toda a família partilhava a mesma escova de dentes.
Este tipo de escova de dentes espalhou-se pela Ásia e pela Europa, e mais tarde foi substituída pela de pêlo de cavalo.
Só em 1938 se desenvolveram as escovas de dentes de nylon que usamos hoje em dia.

Cuidados Especiais com a Escova de Dentes


Os gregos e os romanos usavam extractos de fruta, mel e flores secas.
Até ao século XIX ninguém usava pasta de dentes. As pessoas usavam a escova de dentes apenas com água.
Em 1850, um dentista americano chamado Washington Wentworth Sheffield desenvolveu um pó para limpar os dentes que se tornou muito popular.
Porém, foi o seu filho quem criou a primeira pasta de dentes. Lucius Sheffield modificou a fórmula do pai e criou o famoso Creme Dentífrico Dr. Sheffield.
O flúor só foi adicionado à pasta de dentes em 1956.
Quais os sabores mais incomuns?

Pasta de dentes que muda de sabor conforme o estado do tempo
Um inventor norte-americano chamado David Carr criou um aparelho que muda o sabor e até a cor da pasta de dentes de acordo com a temperatura e as condições meteorológicas.
Por exemplo, se estiver mais frio, o sabor terá mais menta. Se estiver mais calor, a pasta de dentes sabe mais a canela. Se chover, fica com listas azuis.
Esta invenção chama-se Tastes Like Rain (“sabe a chuva”) e ainda não foi lançada comercialmente por não ser muito portátil.

O fio dental só foi inventado em 1840?
Foi um dentista de Nova Orleães, nos Estados Unidos, o Dr. Levi Parmly, quem inventou o fio dental, que era feito de seda. O Dr. Levi recomendou aos seus pacientes que usassem o fio para limpar as partículas de comida que se alojavam nos dentes e às quais a escova de dentes não conseguia chegar.

Usar o Fio Dental:


O mais antigo dentista conhecido foi um egípcio que viveu em 3000 a.C. e que era conhecido como o “doutor dos dentes”.
Do século V ao século XV, a profissão de dentista era praticada pelos barbeiros, que cortavam o cabelo e extraíam dentes.
Só em 1846 é que um dentista norte-americano, chamado William Morton, começou a adicionar éter aos procedimentos cirúrgicos, anestesiando os pacientes e evitando a dor associada à cirurgia de extracção dos dentes.
Os primeiros dentes falsos remontam a 700 a.C. e foram feitos em marfim e osso pelos etruscos?
Na Idade Média, as pessoas mais pobres arrancavam muitas vezes os dentes para os vender por algumas moedas. Porém, este tipo de dentadura apodrecia rapidamente, e por isso os mais ricos optavam antes por dentes de ouro, prata ou pérola, que eram também um sinal de riqueza.

Nesta altura, os dentistas não tratavam os dentes, limitando-se quase exclusivamente a arrancá-los. Os dentes em falta não eram substituídos e, consequentemente, havia muita gente com muitos buracos na dentição.
A Rainha Isabel I de Inglaterra, por exemplo, colocava tecido branco nos buracos durante as suas aparições em público, para disfarçar a falta de dentes.

Também o primeiro presidente dos Estados Unidos tinha vários dentes em falta. George Washington mandou fazer dentes falsos em marfim e em metal para substituir a sua dentição.
A primeira dentadura da história foi descoberta em 1927, durante a escavação de um cemitério japonês. A dentadura, com cerca de 344 anos, foi encontrada numa urna e pertencia ao samurai Hidam Nokami Yagyu. Era feita em madeira “tsuguê” , uma árvore nativa do Japão, e os dentes foram feitos de pedra-de-cera.


Foi encontrada uma múmia, nas margens do rio Nilo, no Egipto, que tinha uma espécie de aparelho dentário? A múmia, com cerca de 3000 a 2500 anos de idade, tinha na boca uma tira de metal, que prendia os dentes mais tortos.
Já na Grécia antiga, Aristóteles e Hipócrates (o pai da Medicina) discutiam sobre formas de corrigir os dentes tortos.
Os etruscos, por seu lado, prendiam com madeira a dentição dos mortos, pois acreditavam que assim manteriam um sorriso mais bonito na vida após a morte.
Até 1970, os aparelhos dentários eram objectos metálicos horríveis, com extensões fora da boca e bastante inestéticos. Contudo, em 1975, surgiram adesivos que prendiam com sucesso os dentes.
Hoje em dia já existem aparelhos dentários ocultos e invisíveis, e até soluções estéticas em várias cores, usadas pelas estrelas de Hollywood e pelos cantores famosos.

